segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Umbuzeiro do Conhecimento expõe práticas da educação contextualizada


A Educação Contextualizada é uma das políticas públicas mais importantes defendidas pelas organizações sociais para a Convivência com o Semiárido, a partir da valorização do meio ambiente e dos saberes locais. Algumas dessas experiências têm sido implantadas com êxito em municípios baianos como Curaçá, Uauá, Sento Sé, entre outros. A proposta também motivou a criação de curso de especialização na área, voltado para a qualificação de professores/as, oferecido pelo Departamento de Ciências Humanas (DCH), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

A pedagoga Edineusa Sousa, integrante da equipe do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), esclarece que, por muito tempo, a escola tradicional não priorizou nos currículos e diretrizes da educação as diversidades regionais e implantou modelos unificados para todo o país. “A proposta da educação contextualizada é construir um olhar a partir da nossa própria realidade local, sem menosprezar as experiências globais de educação”, explica.

O umbuzeiro, planta nativa da Caatinga, é o principal símbolo da resistência ao clima semiárido e tem sido uma fonte de renda para as comunidades rurais, devido à quantidade de produtos derivados do umbu. Durante o SemiáridoShow, os visitantes poderão conhecer o “Umbuzeiro do Conhecimento”, um ambiente destinado à aprendizagem de forma lúdica, compartilhando experiências como narração de histórias e vivência de educadores e articuladores sociais. “Serão apresentados livros paradidáticos, mecanismos de produção, brinquedos, uma variedade de produtos relacionados não só com a educação contextualizada, mas também com a economia solidária. Será um espaço de formação”, conclui a pedagoga.

Mais informações:
O SemiáridoShow 2011 acontece de 22 a 25 de Agosto no Escritório de Petrolina da Embrapa Transferência de Tecnologia, localizado na BR-122, Km 50 (BR-428, km 148). A feira estará aberta ao público das 8h às 17h30 e a entrada é gratuita. O evento é uma realização da Embrapa e do IRPAA.

Contato:
IRPAA - (74) 3611-6481

Feira expõe variedades de palma resistentes à cochonilha-do-carmim

Palma atacada pela praga cochonilha-do-carmim

Uma novidade que os agricultores poderão conhecer ao visitar a Feira SemiáridoShow 2011, de 22 a 25 de Agosto, em Petrolina, são as variedades de palma que não sofrem ataques da praga cochonilha-do-carmim. Na área de demonstração de tecnologias do evento, estão implantadas as variedades Mão de moça ou Baiana, a Miúda e a Orelha de Elefante Mexicana.

O plantio das três, em toda a região semiárida, é recomendado pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), pela Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S. A (EMEPA) e pela Embrapa Semiárido. Estas instituições, inclusive, mantêm um programa de produção e distribuição de mudas entre os agricultores das áreas infestadas pela praga.

Durante o evento, os técnicos do IPA vão estar disponíveis junto à área onde foram cultivadas para informar os agricultores sobre a qualidade forrageira das três variedades e importância de seu cultivo para conter a disseminação dessa espécie de cochonilha pela região.

De acordo com o pesquisador Carlos Gava, da Embrapa Semiárido, os danos causados por essa praga já estão registrados em cerca de 100 mil hectares dos estados da Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Recentemente, foi observada, também, em palmais da zona rural de Alagoas.

O prejuízo enfrentado pelos agricultores é muito alto, principalmente porque ele afeta os pequenos criadores, que têm essa espécie como a principal forrageira nos seus sistemas de produção. Este segmento de criadores prefere a forrageira por sua adaptação às condições de solo e resistência às altas temperaturas e ao regime irregular de chuvas da região.

Além disso, a planta concentra grande quantidade de água nos seus tecidos: cerca de 90% - apenas 10% da sua composição são constituídos por matéria seca.

Segundo Gava, no Semiárido a palma é base na alimentação dos rebanhos caprinos, ovinos e bovinos. A forrageira é também o único alimento volumoso que pode ser armazenada plantada no campo. O amadurecimento não faz com que perca suas qualidades nutricionais, explica.

Bahia – Para o pesquisador, a feira vai ser um momento importante no esforço das instituições para conter a infestação da praga. Primeiro, porque o contato direto entre técnicos e agricultores favorece a adoção de manejos que dificultam a disseminação da cochonilha pela região. Depois, o conhecimento das variedades resistentes evita que os produtores busquem recompor seus plantios perdidos para a praga com qualquer variedade de palma.

Providências já estão sendo tomadas em conjunto com os laboratórios do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, e das Universidades Federal de Pernambuco (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Juntos, começaram a produzir, por meio de uma técnica conhecida como cultura de tecidos, cerca de 100 mil mudas da variedade Orelha de Elefante Mexicana para distribuição entre os agricultores das áreas afetadas.

Na Bahia, estado sem registro dessa espécie de cochonilha, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) firmou convênio com a Embrapa Semiárido para distribuir outras 100 mil mudas dessa mesma variedade nos municípios do entorno da Barragem de Sobradinho - Casa Nova, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e Sobradinho.

Participam da feira as seguintes unidades da Embrapa: Semiárido, Caprinos e Ovinos, Algodão, Mandioca e Fruticultura Tropical, Agrobiologia, Transferência de Tecnologia, Tabuleiros Costeiros, Informação Tecnológica, Meio Norte, Agroindústria Tropical, Informática Agropecuária, Milho e Sorgo, Solos – UEP Recife e Agroindústria de Alimentos.

Mercado Diferenciado: alternativa de renda para famílias agricultoras




A Feira SemiáridoShow 2011 não apresenta apenas tecnologias. Articulados pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), 34 grupos de cooperativas e associações de agricultores, vindos dos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí e Ceará, vão compor o Espaço da Economia Solidária, onde irão expor produtos originados de cadeias produtivas agrícolas, animal, apícolas, além de artesanatos, e suas estratégias de comercialização em um mercado que não visa somente o lucro e propõe a Convivência com o Semiárido.

Segundo o técnico Tiago Costa, do Eixo Produção do IRPAA, estas organizações valorizam os recursos da fauna e flora da caatinga, integrados à cultura regional. Por isso recorrem a técnicas de processamento e habilidades artesanais que não descaracterizem os produtos nem afetem a sua qualidade.

A destinação de um espaço exclusivo na feira para a exposição desses 34 grupos de cooperativas e associações é um modo de impulsionar uma economia que se diferencia da convencional, e a experiência tem mostrado ser inovadora e viável para gerar renda e segurança alimentar em pequenas comunidades rurais, afirma Tiago.

O incentivo ao beneficiamento e comercialização dos produtos originados da Agricultura Familiar fazem parte da proposta do SemiáridoShow 2011.

Muitas destas cooperativas e associações, além de comercializarem seus produtos em locais como supermercados, feiras e exposições, hoje vendem também para Programas Institucionais do Governo, a exemplo do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE.

Mercado Diferenciado, Economia Solidária e Comércio Justo estão na lista de temas sobre os quais serão realizados debates durante a programação do SemiáridoShow 2011, contando com a participação do IRPAA, Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB Bahia) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).


Mais informações:
O SemiáridoShow 2011 acontece de 22 a 25 de Agosto no Escritório de Petrolina da Embrapa Transferência de Tecnologia, localizado na BR-122, Km 50 (BR-428, km 148). A feira estará aberta ao público das 8h às 17h30 e a entrada é gratuita. O evento é uma realização da Embrapa e do IRPAA.

Contatos:

Tiago Costa - (74) 8103-7024
IRPAA - (74) 3611-6481

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Embrapa irá apresentar três novas variedades de feijão caupi no SemiáridoShow


Variedade BRS Tapaihum pode ser utilizada para consumo humano

Os agricultores que visitarem a Feira SemiáridoShow 2011 vão conhecer três novas variedades de feijão caupi - BRS Tapaihum, BRS Acauã e BRS Carijó – desenvolvidas pela equipe coordenada pelo pesquisador Carlos Antonio Fernandes Santos, da Embrapa Semiárido.

O feijão caupi é uma das culturas mais importantes para a população do Semiárido do Brasil, tanto como principal fonte de proteína na alimentação, quanto na geração de renda e emprego, Nos sertões da Bahia, Pernambuco e Piauí, as opções de plantio para esta espécie estão limitadas a cultivares de grãos de cores, marrom, canapu e mulato, principalmente.

Os novos materiais da Embrapa oferecem opções interessantes de plantio, pela alta produção, precocidade, resistência às principais viroses e de mercado para os agricultores da região. Um deles, o BRS Tapaihum, por exemplo, é a primeira cultivar de grão de tegumento preto disponibilizadas pela pesquisa para consumo humano. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina há cultivares com essa coloração, mas usadas para adubação verde.

Tapaihum é uma palavra indígena da etnia Pataxó e que significa preto. De acordo com o pesquisador Carlos Antonio, misturada à carne de caprina defumada, poderá ser uma opção para consumidores cozinharem uma autêntica feijoada nordestina.

A BRS Acauã, por sua vez, é a primeira cultivar tipo “canapu” desenvolvida pela pesquisa agropecuária brasileira. Os grãos desta espécie são de cor clara amarelada, formato arredondado, sabor agradável e coloração persistente durante o armazenamento. Ela é recomendada para áreas irrigadas e de sequeiros dos sertões da Bahia, Pernambuco e Piauí.

O terceiro tipo de feijão a ser apresentado é o BRS Carijó. Esta cultivar é do tipo "fradinho", tendo sido desenvolvida para as condições de cultivo do vale do São Francisco, que até então não tinha esse tipo de cultivar.

De acordo com Carlos Antonio, os estudos para desenvolvimento dessas variedades duraram cerca de oito anos e o resultado veio para preencher algumas lacunas no cultivo do feijão, dentro da região. "A BR Carijó ocupa o espaço do feijão-fradinho, que não é muito tradicional na nossa região e não tinha disponibilidade de cultivares. A BRS Tapaihum ocupa o espaço que não havia de variedades de tegumento preto. A BRS Acauã é um feijão tipo canapu, que já existe na região, mas o que o produtor normalmente cultiva pode ser altamente atacado por viroses. E esse BRS Acauã apresenta tolerância a essas viroses", explica.

O pesquisador enaltece a participação dos produtores para o desenvolvimento dos estudos. "Esse trabalho só foi possível porque nós fizemos os experimentos em áreas de produtores. Parte do processo depois que obtivemos o material para a avaliação, que chamamos de linhagem, foi feito em áreas de produtores.

“Conduzimos experimentos com produtores de Acauã, Dormentes, Remanso, Ponto Novo, Santa Maria, Massaroca, em Juazeiro, Santa Maria da Boa Vista e a Petrolândia", conta Carlos Antonio, destacando as vantagens da parceria. "A gente testou em vários ambientes do Vale do São Francisco, aproveitando as condições de cultivo que o produtor oferece, basicamente sem uso de fertilizantes e com baixa aplicação de agrotóxicos".

Além das espécies que serão apresentadas, outros tipos de feijão ficarão expostos durante os quatro dias do SemiáridoShow.

Programa garante sustentabilidade para famílias agricultoras

Tecnologia tem impacto na melhoria da produção e da qualidade de vida

O Programa P1+2 está se constituindo como instrumento de promoção da segurança alimentar e nutricional para agricultores e agricultoras no Semiárido. A garantia de uma terra para cultivar e duas cisternas que acumulam água das chuvas para uso no consumo doméstico e plantio de hortas, tem impacto na melhoria da qualidade de vida das famílias e, também, no desenvolvimento rural da região.

Na Feira SemiáridoShow 2011, o potencial da tecnologia pode ser observado em um pequeno pomar formado por espécies frutíferas (manga, goiaba, mamão, limão) irrigadas com a água de uma as cisternas. Manejar um recurso hídrico que é escasso e conseguir produzir frutas e hortaliças em condições de sequeiro evidencia a capacidade do Programa em fazer recuar índices como o da desnutrição no Semiárido brasileiro.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Semiárido, Luiza Teixeira de Lima Brito, o P1+2 é uma solução eficiente para dois sérios problemas da região semiárida: a irregularidade de chuvas e a carência de alimentos entre milhares de famílias.

“Como o agricultor lida com períodos inconstantes de chuvas, ele pode usar umas das tecnologias componentes desse programa para reduzir o déficit de água, que são: a cisterna-calçadão, a barragem subterrânea, tanque de pedra ou caldeirão ou a bomba d’água popular. Deste modo, garante a produção de alimentos o ano todo”, explica.

De acordo com Luiza Brito, o programa foi criado em 1999 de forma conjunta pela Embrapa, a Articulação no Semiárido (ASA) e o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA). A Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva (ABCMAC), por sua vez, foi responsável pela execução do projeto demonstrativo do Programa.

O P1+2 foi inspirado em uma experiência desenvolvida na China. No Brasil, os estudos já realizados e em andamento em instituições de pesquisa e assistência técnica, e a defesa feita pelo movimento social nas áreas rurais do Nordeste, se juntam em torno de esforços para alçar o programa uma política pública assumida pelos governos federal, dos estados e dos municípios e com ampla participação da sociedade.

A apresentação na Feira do SemiáridoShow ajuda a divulgar e mobilizar os agricultores e agricultoras para expandir os benefícios desse programa por todo o Semiárido, afirma a pesquisadora.
Segundo Ademilson Rocha (Tiziu), da Comissão Executiva da ASA-BA e Coordenador Geral do IRPAA, 400 mil famílias já têm acesso ao P1+2. E o que se pode ver é que “as pessoas não necessitam mais colocar uma lata d’água na cabeça, principalmente as mulheres”, lembra.

Para Ademilson, o P1+2 não tem apenas a finalidade de construir cisternas. É também uma forma de repensar a própria situação dos agricultores e agricultoras. “Existe um debate sobre que Semiárido queremos, porque as famílias têm a oportunidade de ter orgulho, de ter dignidade. Não sentem vergonha ao dizer que vivem nessa região. As pessoas que puseram em prática a Convivência com o Semiárido têm outra visão do lugar em que vivem”, garante.

O P1+2 é um programa que agrega o saber popular e o conhecimento técnico-científico produzido nas universidades, centros de pesquisa e organizações. Na sigla, o numeral 1 significa terra para produção de alimentos. O 2 corresponde a duas cisternas para armazenamento de dois tipos de água: uma para consumo humano e outra para a agricultura.

Seleção e Cadastramento

Um dos critérios do P1+2 é atender famílias que já foram beneficiadas com o Programa Um Milhão de Cisternas. A Unidade Gestora Territorial (UGT) é quem se responsabiliza pela mobilização, seleção e cadastramento das famílias com os seguintes perfis:

- Famílias que possuam cisternas de água para consumo humano;
- Mulheres chefes de família;
- Famílias com crianças de 0 a 6 anos de idade;
- Adultos com idade igual ou superior a 65 anos;
- Pessoas com deficiência.

Mais informações:

O SemiáridoShow 2011 acontece de 22 a 25 de Agosto no Escritório de Petrolina da Embrapa Transferência de Tecnologia, localizado na BR-122, Km 50 (BR-428, km 148). A feira estará aberta ao público das 8h às 17h30 e a entrada é gratuita. A feira é uma realização da Embrapa e IRPAA.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Programa Água Doce expõe sistema de produção na Feira SemiáridoShow

 Curso sobre cultivo de tilápias no povoado de Calumbi, Tauá (CE)


Os agricultores em visita ao SemiáridoShow 2011 vão poder ver em operação o sistema de produção do Programa Água Doce (PAD) que já beneficia mais de 4 mil pessoas em 9 comunidades difusas dos estados da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Alagoas e Rio Grande do Norte. Além do equipamento para tratamento de água salobra, vão estar em exibição dois tanques onde podem ser criados peixes da espécie Tilápia Tailandesa, e um pequeno plantio de erva sal - planta que produz forragens com alto valor nutritivo para ruminantes.

Segundo o pesquisador Gherman Garcia Leal Araújo, da Embrapa Semiárido, o sistema exposto é simplificado, mas os visitantes terão uma noção do potencial que possui o programa do Ministério do Meio Ambiente para melhorar a qualidade de vida das famílias, com geração de renda e um reforço na estrutura produtiva das comunidades rurais da região.

Para ele, o Semiárido tem grande potencial para uso desse sistema. Nesta parte do Nordeste existem mais de 150 mil poços perfurados. Dados oficiais, contudo, apontam que 80% deles apresentam teores de sais acima do limite aceitável para o consumo humano e animal.

Nos poços com vazão acima de 2 mil litros por hora é perfeitamente viável a instalação de um equipamento dessalinizador. Dessa forma é que o PAD supre com água de boa qualidade mais de 100 mil pessoas.

O sistema desenvolvido pela Embrapa Semiárido vai mais além: aproveita o efluente do processo de dessalinização de água subterrânea para a criação de peixes e a irrigação de uma planta forrageira resistente a solos salinos, a erva sal. Nas comunidades onde está implantado, as pessoas ampliam a segurança alimentar e a renda, garante Gherman.

De acordo com dados levantados por pesquisadores da Embrapa e técnicos do Ministério do Meio Ambiente, atualmente há comunidades que conseguem colher até 800 quilos de tilápias a cada despesca. Chegam também a dispor de até 20t de feno e silagem para alimentar os rebanhos no período seco.


Resultados assim é que tornam interessante o sistema do PAD como uma alternativa tecnológica para a convivência com o Semiárido.

O pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Luiz Carlos Hermes, considera que a água salobra será cada vez mais comum no Semiárido brasileiro. E que a produção de alimentos nessa região vai depender das pesquisas que busquem formas sustentáveis de aproveitar essa água “dita como marginal”.

O BNDES tem apoiado uma série de pesquisas que buscam flexibilizar as formas desse tipo de produção, sem perder de vista a sustentabilidade ambiental, para que mais comunidades do Semiárido possam ser beneficiadas pelo sistema produtivo desenvolvido por Everaldo Porto, pesquisador aposentado da Embrapa Semiárido. A Fundação Banco do Brasil e governos dos estados nordestinos e de Minas Gerais trabalham para levar o sistema para mais comunidades.

Participarão da feira as seguintes unidades da Embrapa: Semiárido, Caprinos e Ovinos, Algodão, Mandioca e Fruticultura Tropical, Agrobiologia, Transferência de Tecnologia, Meio-Norte, Agroindústria Tropical, Milho e Sorgo, Solos - UEP Recife e Agroindústria de Alimentos.

Mais informações:
Email: comunic.aguadoce@cpatsa.embrapa.br
Embrapa Semiárido - (87) 3862-1711

SemiáridoShow expõe vitrine com inovações tecnológicas

Mapa de Pernambuco desenhado com plantas

A imagem do estado de Pernambuco desenhada com plantas de feijão de corda, milho, girassol, gergelim, arroz, mandioca e melancia, expõe a vitrine de inovações tecnológicas da Feira SemiáridoShow, que será realizada entre os dias 22 e 25 de agosto, em Petrolina (PE). Em sua quarta edição, o evento ganha os últimos detalhes para receber um público estimado em mais de 20 mil pessoas, entre agricultores e agricultoras, técnicos/as da extensão rural, estudantes, empresários/as do setor agrícola e autoridades vinculadas ao desenvolvimento rural.

A feira é ambientada em uma área de 20 hectares do Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia. Parte dela, 8 ha, está reservada para a instalação de estandes institucionais e salas onde serão realizados minicursos e palestras com temas relacionados a políticas públicas e tecnologias para a agricultura familiar.

No campo - Outros 8 ha estão reservados para a demonstração de campo de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, instituições estaduais de pesquisa e assistência técnica como o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Empresa Baiana de Pesquisa Agropecuária (EBDA) e Organizações Não Governamentais – a exemplo do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA),  que irá apresentar na área diversos elementos da Convivência com o Semiárido, os quais hoje fazem parte da realidade de inúmeras famílias sertanejas.

Ao todo, vão estar instaladas nesta área cerca de 100 tecnologias voltadas para a convivência com o Semiárido. Serão variedades de espécies alimentares, forrageiras e agroenergéticas, além de espaços destinados à apresentação de sistemas agroecológicos de produção leiteira, de criação caprina, ovina, de galinhas caipiras e técnicas de captação e armazenamento de água de chuva.

Experiências - Segundo o engenheiro agrônomo José Nilton Moreira, Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Semiárido e coordenador da feira, a realização em conjunto com o IRPAA trouxe para o evento vários assuntos relevantes da agenda dos produtores familiares e dos movimentos sociais da região: economia solidária, água e segurança alimentar, mercado diferenciado, recaatingamento e educação ambiental.

A feira também está organizada para favorecer o compartilhamento de experiências entre agricultores/as familiares e suas entidades representativas. Em três dos quatro dias do SemiáridoShow os realizadores da feira programaram o que chamam de Prosa Sertaneja, onde homens e mulheres que vivem do trabalho no campo conversam acerca de soluções para os problemas que enfrentam.

O SemiáridoShow 2011 é promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semiárido) com a parceria do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA). A entrada é gratuita.