quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Prosa Rural no SemiáridoShow 2011




Ouça entrevista com o agricultor familar de Valente – BA, da Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (APAEB), direto do SemiáridoShow 2011.
Locução: Jorge Macau
Coordenação: Nilo Falcão
Operação técnica: Valdemar da Costa

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Tecnologia que guarda água no solo é alternativa para aumentar segurança alimentar no Semiárido



No tempo de estiagem, a visão de uma barragem subterrânea pode ser bem semelhante a um pequeno oásis. Quando bem manejada, a tecnologia prolonga a umidade do solo por um período de tempo mais seguro para as plantas germinarem, crescerem e chegaram à fase da colheita. Na Feira SemiáridoShow 2011, esse tipo de barragem pode ser visitada pelos agricultores. 

Os bons resultados que ela oferece estão relacionados à sua forma de construção: a parede é feita para dentro do solo até a profundidade onde está a camada impermeável ou rocha. Deste modo, as águas das chuvas, ao se infiltrarem no terreno, ficam represadas no interior do terreno e formam uma espécie de vazante artificial, que sofre, muito lentamente, os efeitos da evaporação provocada pelas altas temperaturas no Semiárido. 

Nas áreas rurais da região, são elevados os riscos de perdas dos plantios submetidos às condições de chuvas irregulares da área mais seca do Nordeste. No entanto, segundo estudos realizados por pesquisadores da Embrapa Semiárido e a experiência de muitas organizações sociais, o nível de eficiência torna a barragem subterrânea uma alternativa tecnológica para a agricultura familiar na região, garante Roseli Freire de Melo, pesquisadora da Embrapa Semiárido.

Em consultas feitas a agricultores nos estados de Pernambuco e Paraíba, quase 70% consideraram que o uso da barragem havia diminuído o risco da exploração agrícola nas suas propriedades. Nos dados coletados durante dez anos (1996/2006) no Sítio Santo Antonio, na zona rural de Petrolina (PE), ficam claras as razões para as respostas dos agricultores pernambucanos. Em primeiro lugar, por se constatar que em todos os anos que foram cultivados houve a colheita de feijão e de milho. Mais que isso, porém, as quantidades produzidas das duas espécies na área da barragem sempre foram acima das médias registradas para a região, explica Roseli. 

Segundo o técnico do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), Vanderlei Menezes, situação semelhante é encontrada em propriedades como a seu Alcides Peixinho na zona rural do município de Curaçá – BA. Há dez anos acompanhando os resultados obtidos na área dessa barragem, ele afirma que as safras de milho, feijão, sorgo e leucena sempre foram garantidas. 

Mesmo em secas mais intensas, seu Alcides conseguia produzir em quantidade acima da que era obtida por seus vizinhos. Em todo este tempo, é visível que a qualidade de vida dele e da sua família está melhor, e uma coisa que eleva a autoestima dos agricultores é ter comida na mesa, explica Vanderlei.

No SemiáridoShow, a pesquisadora Roseli Freire vai ministrar um minicurso sobre essa tecnologia de captação e armazenamento da água de chuva. O encontro acontece na quarta-feira (24), das 8h às 11h30, no espaço da feira.
Participam da feira as seguintes unidades da Embrapa: Semiárido, Caprinos e Ovinos, Algodão, Mandioca e Fruticultura Tropical, Agrobiologia, Transferência de Tecnologia, Tabuleiros Costeiros, Informação Tecnológica, Meio Norte, Agroindústria Tropical, Informática Agropecuária, Milho e Sorgo, Solos – UEP Recife e Agroindústria de Alimentos.

Mais informações:
O SemiáridoShow 2011 acontece de 22 a 25 de Agosto no Escritório de Petrolina da Embrapa Transferência de Tecnologia, localizado na BR-122, Km 50 (BR-428, km 148). A feira estará aberta ao público das 8h às 17h30 e a entrada é gratuita. O evento é uma realização da Embrapa e do IRPAA.
 
Contatos:
Roseli Freire de Melo – pesquisadora; 
 
Venderlei Meneses – técnico em agropecuária;
vanderlei@irppa.org

Marcelino Ribeiro – jornalista;
marcelrn@cpatsa.embrapa.br (74) 8809-8444

Fernanda Birolo – jornalista;
fernanda.birolo@cpatsa.embrapa.br (87) 9613-4788
 
Érica Daiane – jornalista;
erica@irpaa.org (74) 9141-3357  
 
Embrapa Semiárido – 87 3862 1711 
 
IRPAA – 74 3611 6481

SemiáridoShow no Canal Rural

SemiáridoShow discute convivência na área de sequeiro


Por Wllyssys Wolfgang, em 23 de Agosto de 2011.

Beiju enriquecido com hortaliças e frutas é apresentado em minicurso no SemiáridoShow


A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical trouxe novos sabores para uma tradicional iguaria nordestina: o beiju. A uma plateia formada por agricultores e estudantes que participaram do minicurso “Beijus Enriquecidos com Frutas e Hortaliças”, na tarde desta segunda-feira (22) no SemiáridoShow, o pesquisador Joselito Motta mostrou novas formas de beneficiamento desse produto a partir do uso da polpa ou extrato de maracujá, goiaba, beterraba, entre outras.

Os participantes do curso gostaram da novidade. Elogiaram o sabor, o colorido e mostraram-se entusiasmados para aderir à experiência.

A agricultora Leoneide dos Santos, 57 anos, do município de Floresta, é só elogio ao beiju multicor. “Muito gostoso, quando chegar em casa vou arriscar no experimento”, declarou.

Segundo o pesquisador Joselito Motta, a inclusão das frutas e hortaliças torna o beiju mais nutritivo e saboroso. O método é simples: substitui a água por suco ou polpa de frutas e hortaliças para “molhar” a fécula (goma).

No minicurso, ele abordou ainda as alternativas que a mandioca apresenta para a agregação de valor e o papel importante que essa cultivar possui para a agricultura familiar.

“A mandioca é resistente à seca, produz em solos de baixa fertilidade e tem uma característica especial: é aproveitada por completo”, explicou o pesquisador. Ele afirma ainda que “as raízes são fontes de energia e carboidrato que dão como produto principal a farinha”.

Para Joselito, produtos como o amido e outros derivados da mandioca são alternativas ainda desconhecidas de muitos agricultores e as comunidades que se aproveitam de maneira diversificada do uso dessa espécie podem usar a farinha para proporcionar a sustentabilidade das pequenas produções.

O pesquisador Joselito Motta, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, ministra mais um minicurso de “Beijus Enriquecidos com Frutas e Hortaliças” na manhã desta terça-feira (23), dentro da programação do SemiáridoShow 2011.

Participam da feira as seguintes unidades da Embrapa: Semiárido, Caprinos e Ovinos, Algodão, Mandioca e Fruticultura Tropical, Agrobiologia, Transferência de Tecnologia, Tabuleiros Costeiros, Informação Tecnológica, Meio Norte, Agroindústria Tropical, Informática Agropecuária, Milho e Sorgo, Solos – UEP Recife e Agroindústria de Alimentos.

Contatos:
Joselito Motta- pesquisador;
joselito@cnpmf.embrapa.br

Karine Nascimento – Agência Multiciência;
karine_bnascimento@hotmail.com

Fernanda Birolo – jornalista;
Fernanda.birolo@cpatsa.embrapa.br

Marcelino Ribeiro – jornalista;
marcelrn@cpatsa.embrapa.br

Embrapa Semiárido – 87 3862 1711

Prosa Rural no SemiáridoShow 2011



Ouça entrevista com o analista da Embrapa Informática Agropecuária, direto do SemiáridoShow 2011.
Locução: Jorge Macau
Coordenação: Nilo Falcão
Operação técnica: Valdemar da Costa

Artesanato com produtos típicos do Semiárido tem destaque no Espaço da Economia Solidária



Palhas de licuri, de bananeira ou milho, sementes, folhas desidratadas, tecidos, couro, entre outras matérias-primas são a base dos produtos artesanais que estão sendo expostos e comercializados no Espaço da Economia Solidária, área organizada pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) na Feira SemiáridoShow 2011.

Com abertura realizada na manhã do dia 22, a Feira contou no primeiro dia com uma média de 1.800 pessoas, as quais visitaram diversos espaços com o acompanhamento de técnicos/as da Emprapa ou do IRPAA. Dentre os locais visitados, a área dos estandes da Agricultura Familiar despertou a atenção do público que pode conferir a produção de grupos, associações e cooperativas que trabalham com diferentes produtos típicos do Semiárido, além de contemplar um grupo musical tocando o tradicional forró pé-de-serra.

A Associação Mulungu do Sol, vinda do município de Irecê/BA, está expondo caixas decoradas, porta-retratos, flores, bolsas, brincos e pulseiras produzidos a partir do fio do sisal, palha de licuri e de banana, sementes encontradas na caatinga, vagens, folhas desidratadas. O trabalho, hoje realizado por um grupo de dez associadas, teve início há quatro anos e, para a presidente da associação, Euraide de Oliveira, a entidade ainda está em fase estruturação. A renda gerada com a participação em feiras como o SemiáridoShow, segundo Euraide, tem sido investida nessa fase de consolidação do trabalho da Mulungu do Sol.

As feiras têm representado importantes possibilidades de geração de renda e articulação de negócios para as/os produtores/as familiares, é o que confirma uma das integrantes do “Grupo de Artesanato em palha de bananeira da área do Projeto de irrigação Maria Tereza”, Rivanete Humilde de Oliveira. Com sede no Km 22, em Petrolina, o grupo tem apenas seis meses que foi criado e esta já é a segunda feira que participa. “Já temos encomendas. A feira abre várias portas”, disse.

Outros produtos
Além do artesanato, o público poderá conhecer também derivados da cadeia produtiva vegetal, animal e apícola como alimentos originados do umbu, do maracujá da caatinga, coco, leite de cabra, mel e couro. Além disso, frutas e verduras produzidas em área de sequeiro, enfeites com plantas nativas e livros de receitas naturais também integram a diversidade de produtos expostos na Feira.

O SemiáridoShow 2011 acontece até o dia 25 de agosto no Escritório de Petrolina da Embrapa Transferência de Tecnologia, localizado na BR-122, Km 50 (BR-428, km 148). A feira é aberta ao público das 8h às 17h30, com entrada gratuita e é realizada pela Embrapa e IRPAA.

Contato:

IRPAA - (74) 3611-6481

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Feijoada com o caupi BRS Tapaihum faz sucesso no SemiáridoShow

A nova variedade de feijão caupi BRS Tapaihum foi devidamente apresentada aos agricultores e agricultoras que visitaram o primeiro dia da Feira SemiáridoShow: como ingrediente principal de uma suculenta feijoada nordestina com carne caprina defumada. Em todo o Brasil, esta é a primeira cultivar de cor preta dessa espécie vegetal disponibilizada pela pesquisa para consumo humano.

A aparência do prato feito com este grão é semelhante ao preparado de forma tradicional e exclusiva com o feijão Phaseolus vulgaris. O sabor é diferente, mas quem provou não deixa de elogiar. Assim é que não foram poucas as pessoas que enfrentaram a fila para degustar a feijoada com esse caupi.

Um deles foi o agricultor Vicente Cruz, do Assentamento Mandacaru, em Juazeiro. Ainda de prato na mão, ele registra o gosto “um pouco” diferente mas não tem dúvida: “o sabor é muito agradável, próprio de feijoada”.

Outro elogio veio da agricultora Zuleide de Sousa Torres, da comunidade de Nossa Senhora de Fátima, em Petrolina. Ela disse ter notado algumas diferenças na iguaria, mas “é muito boa”.

Uma das vantagens do BRS Tapaihum, segundo a cozinheira que preparou a feijoada, Lucenildes Nunes dos Santos, é o tempo de preparo. “Ele é bem mais rápido e isto para dona de casa já é uma vantagem”, avalia, reforçando outra qualidade da nova espécie. “O sabor fica bem diferente do outro, nem se compara. Está aprovado”.

A BRS Tapaihum foi desenvolvida no programa de melhoramento genético da Embrapa Semiárido, coordenado pelo pesquisador Carlos Antônio Fernandes Santos. O sucesso que ela fez na feira não deve demorar a ser estendida aos sistemas de produção da agricultura familiar nas áreas dependentes de chuva do Nordeste.

De acordo com o pesquisador, a cultivar é recomendada para cultivo em condições irrigadas - no segundo semestre - e de sequeiro - no primeiro semestre, dos sertões do Pernambuco, Bahia e Piauí. Além disso, alcança níveis de produtividade que superam as safras de grãos de algumas das variedades mais plantadas na região: BRS Marataoã e 'Canapu'.

Segundo os dados registrados durante a pesquisa executado por Carlos Antonio, a Tapaihum tem potencial para alcançar 1700 kg/ha em ambiente de sequeiro e de 2200 kg/ha no irrigado. Ele ainda diz que, diante da irregularidade das chuvas que costuma afetar sobremaneira os plantios de feijão caupi nas áreas secas da região, a variedade apresentou boa previsibilidade produtiva e ampla adaptação nos 15 ambientes em que foi testado nos estados da Bahia, Pernambuco e Piauí.

Também, ela tem alta tolerância de campo às viroses do mosaico dourado, do mosaico severo e do Potyvirus.

Além do BRS Tapaihum, também foram apresentados os feijões BRS Acauã, caracterizada pela cor clara amarelada, formato arredondado, sabor agradável e coloração persistente durante o armazenamento, e o BRS Carijó, do tipo "fradinho", tendo sido desenvolvida para as condições de cultivo do vale do São Francisco, que até então não tinha esse tipo de cultivar.

As três espécies foram produzidas pela equipe coordenada pelo pesquisador Carlos Antonio Fernandes Santos, que teve o apoio financeiro do Banco do Nordeste do Brasil.

Participam da feira as seguintes unidades da Embrapa: Semiárido, Caprinos e Ovinos, Algodão, Mandioca e Fruticultura Tropical, Agrobiologia, Transferência de Tecnologia, Tabuleiros Costeiros, Informação Tecnológica, Meio Norte, Agroindústria Tropical, Informática Agropecuária, Milho e Sorgo, Solos – UEP Recife e Agroindústria de Alimentos.

Contatos:
Carlos Antonio Fernandes Santos – pesquisador;
casantos@cpatsa.embrapa.br


Emerson Rocha – Agência Multiciência;
nosreme10@hotmail.com,

Fernanda Birolo – jornalista;
fernanda.birolo@cpatsa.embrapa.br


Marcelino Ribeiro – jornalista;
marcelrn@cpatsa.embrapa.br


Embrapa Semiárido – (87) 3862 1711